Em 8 de agosto de 2026, o jornal AS divulgou os balanços financeiros de 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Em 2025, os programas de sócio-torcedor renderam a essas equipes R$ 877 milhões, um recorde. No ano anterior a receita tinha sido de R$ 800 milhões; em 2023, R$ 705 milhões; em 2022, R$ 409 milhões. Em três anos, os ganhos com esses programas mais que dobraram.
Três anos consecutivos de crescimento
O primeiro salto foi de R$ 409 milhões para R$ 705 milhões. Depois o ritmo esfriou um pouco, e a receita foi passando por R$ 800 milhões até chegar aos atuais R$ 877 milhões. Para os clubes da Série A, isso já não é um resultado pontual: o sócio-torcedor virou uma fonte de receita própria, cada vez mais pesada no orçamento.
A lógica da maioria dos programas se repete: o torcedor paga uma mensalidade, ou uma taxa única, e ganha o status de associado. Dependendo do clube, isso abre acesso à pré-venda de ingressos, descontos em empresas parceiras e, em alguns casos, voto em decisões secundárias. Com uma base maior, o clube tem mais espaço para criar serviços e ofertas em torno dela.
Flamengo e a marca histórica do Internacional
O Flamengo, o clube de maior força comercial do país, arrecadou cerca de R$ 90 milhões com o programa, algo em torno de um décimo de toda a receita da liga. Mas a trajetória do Internacional chama ainda mais atenção. O clube de Porto Alegre foi o primeiro do Brasil a passar de 100 mil associados, já em 2009, muito antes do resto da liga levar esse tipo de programa a sério.
Em 2025, o Internacional bateu seu próprio recorde: 150 mil participantes. Hoje a base recuou um pouco e gira em torno de 130 mil pessoas, ainda assim o segundo maior número do país, atrás só do Palmeiras. Para o clube, esse número pesa porque não veio de uma campanha isolada, e sim de anos trabalhando a base de torcedores.
Como os clubes combatem a evasão
Um estudo da FutebolCard mostra o outro lado dessa história. Nas bases analisadas, entre 30% e 80% dos participantes mostravam algum grau de inatividade ao longo do tempo: uns deixavam de renovar a assinatura, outros simplesmente paravam de usar os benefícios ou esqueciam que tinham o cartão. Com uma evasão nesse nível, uma ação isolada não resolve. É preciso dar ao associado um motivo para voltar, e mais de um.
Por isso o leque de benefícios cresceu nas últimas temporadas e foi muito além do desconto tradicional em ingressos. O São Paulo deixa trocar pontos por entradas para jogos em casa e fora, além de shows no MorumBIS. O Internacional atrelou o programa à rede de farmácias Panvel, com descontos de até 40% para quem tem o cartão. O Palmeiras foi mais longe ainda: integrou o programa Avanti ao Palmeiras Pay e transformou tudo em algo parecido com um produto bancário, com ecossistema próprio de consumo.
Uma lógica de retenção parecida funciona há anos em outro setor do entretenimento. Grandes cassinos online usam cashback, pontos por atividade e níveis VIP com bônus sob medida. O Rollingslots é um desses cassinos. As condições de cashback e dos níveis de bônus estão no site https://rollingslots-pl.com/, seguindo a mesma ideia dos clubes brasileiros: pontos e status em vez de uma promoção isolada.
No fundo, o objetivo é o mesmo em qualquer setor: não deixar a pessoa esquecer o produto entre uma compra e outra. Os clubes fazem isso com encontros com jogadores e acesso aos bastidores das partidas; bancos e farmácias recorrem a cashback e desconto com parceiros. A ideia de fundo é a mesma: uma marca que não vem à cabeça sozinha precisa de mais motivos para ser lembrada.
O que vem pela frente
Dificilmente o crescimento da receita dos programas de sócio-torcedor na Série A para por aqui. Os clubes já olham para os serviços digitais do Palmeiras e do Internacional como referência, e é provável que copiem parte dessas ideias: troca de pontos por ingressos, parcerias com redes varejistas grandes, entre outras.
A pergunta que fica é outra: clubes com menos recursos vão conseguir repetir o sucesso dos líderes sem uma base de torcedores do mesmo tamanho, ou a distância entre os programas de fidelidade dos grandes e o resto da Série A vai continuar crescendo junto com a receita?














