Quando milhares de pessoas cruzam a linha de largada de uma maratona, visitam uma feira ou participam de um grande festival, poucos imaginam que boa parte do sucesso da experiência depende de uma operação iniciada semanas antes da abertura dos portões. O crescimento da indústria de eventos no Brasil tem colocado a logística e a infraestrutura no centro das decisões estratégicas das produtoras, transformando empresas especializadas em parceiras cada vez mais importantes para garantir eficiência, segurança e cumprimento de cronogramas.
Esse movimento acompanha uma mudança no próprio mercado. Depois da pandemia, produtores passaram a exigir fornecedores mais estruturados, capazes de entregar planejamento integrado, rapidez na execução e capacidade de resposta diante de imprevistos. Em vez de contratar apenas equipamentos, cresce a demanda por empresas que assumam toda a engenharia operacional de um evento.
É nesse cenário que a LocHub vem consolidando sua atuação. Em seis anos de mercado, a empresa já participa da operação logística de cerca de 90 eventos por ano, atendendo produções esportivas, culturais, corporativas e de entretenimento, com foco na região sudeste.
“A infraestrutura deixou de ser apenas um fornecedor de estruturas. Hoje ela participa do planejamento estratégico do evento alinhado com o cliente, antecipando riscos, organizando fluxos, definindo cronogramas e garantindo que toda a operação aconteça dentro do prazo”, explica Rafael Pina, gerente executivo da LocHub.
Para sustentar esse crescimento, a empresa investiu em uma estrutura própria composta por galpão de aproximadamente 2 mil metros quadrados, localizado em Duque de Caxias (RJ), frota própria, equipe operacional especializada e um portfólio com cerca de 25 itens locáveis, cuja modularidade através de estruturas de boxtruss permite desenvolver diferentes soluções para cada projeto, como palcos, tendas, pórticos, coberturas e backdrops. Outro diferencial da empresa é o foco em segurança, com análise de risco estrutural vis a vis clima (ventos), carga, solo e tipo de evento, com análise por equipe técnica e emissão de documentação por responsável técnico.
Operações cada vez mais complexas
O aumento da demanda por eventos ao ar livre, provas esportivas e experiências imersivas elevou também o nível de complexidade logística das operações.
Entre os principais desafios estão o cumprimento de cronogramas rigorosos, restrições de acesso, montagem simultânea em diferentes pontos, condições climáticas e integração entre diversas equipes.
A Maratona do Rio é um exemplo desse cenário. A operação exige montagens simultâneas em diferentes regiões da cidade, sincronização entre equipes e planejamento detalhado para que toda a infraestrutura esteja pronta antes da chegada dos atletas.
Outro caso emblemático foi o Desafio da Ponte, cuja largada e chegada acontecem em municípios diferentes, exigindo uma logística altamente coordenada para transporte de equipamentos, equipes e estruturas ao longo de uma das maiores pontes sobre o mar da América Latina.
Já no Salão do Turismo, o desafio foi o tempo: o evento utilizou boa parte do estoque da empresa em diversas estruturas e mobiliário e tudo precisou ser planejado, separado, transportado e montado em menos de uma semana entre a contratação e o início da operação.
Segundo a empresa, cada projeto reforça a necessidade de planejamento antecipado e flexibilidade operacional para responder rapidamente às mudanças de cenário.
Números mostram dimensão da operação
A escala das atividades ajuda a ilustrar a complexidade desse segmento.
Ao longo de um ano, a LocHub participa de aproximadamente 90 eventos, possui cerca de 9 toneladas de estruturas em Box Truss e 18 toneladas de grades metálicas em estoque, percorre mais de 15 mil quilômetros em transporte de equipamentos e acumula aproximadamente 1.300 horas de montagem.
As equipes variam conforme o porte da operação, podendo mobilizar desde três profissionais em eventos menores até mais de vinte pessoas em grandes produções.
Mercado deve acelerar profissionalização
Para os próximos anos, a expectativa é de expansão da demanda impulsionada pelo calendário de grandes eventos esportivos e culturais, além da busca crescente por experiências presenciais.
Entre as tendências apontadas pelo setor estão a maior profissionalização da cadeia de fornecedores, o uso crescente de tecnologia para gestão logística, monitoramento operacional em tempo real, otimização de transporte, sustentabilidade e integração de diferentes serviços em um único fornecedor.
A LocHub já incorpora parte desse movimento por meio da otimização das rotas de transporte, escolha de veículos mais adequados para cada operação, reaproveitamento de materiais quando tecnicamente possível, uso racional de recursos e manutenção preventiva dos equipamentos.
No calendário dos próximos meses estão operações em eventos como ArtRio, Rio Gastronomia, Circuito WTR, XTERRA, Carnaval de Rua do Rio de Janeiro e Maratona do Rio, projetos que devem continuar elevando o grau de exigência logística do setor.
Para um mercado em que o público costuma enxergar apenas o resultado final, cresce o reconhecimento de que a eficiência dos bastidores passou a ser um dos principais fatores para o sucesso de qualquer grande evento — e uma vantagem competitiva para empresas capazes de transformar operações complexas em experiências executadas com precisão.












