O presidente da Federação da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-RJ) e vice-presidente da Aliança Mundial de Inovação, Tecnologia e Serviços (WITSA), Robert Janssen, ministrou recentemente duas importantes palestras sobre tendências tecnológicas nas cidades de Niterói (RJ) e Belém (PA). No Rio, o especialista participou do Programa Café com Aldeia, do AldeiaTech, no Centro Cultural Cauby Peixoto, no bairro do Fonseca. A segunda participação especial aconteceu no evento Meetup Açaí Valley, na Elephant Coworking.
Um dos temas centrais das palestras de Janssen foi a defesa de que a tecnologia deve ser vista como meio para resolver problemas estruturais — especialmente no campo da sustentabilidade climática e da bioeconomia. Ele destacou que inovação, quando conectada ao território, pode gerar inclusão socioeconômica, fortalecer cadeias produtivas locais e criar soluções globais a partir da realidade de cada cidade. A proposta é usar a tecnologia para proteger o meio ambiente e, ao mesmo tempo, gerar desenvolvimento. A palestra consolidou a visão de que os municípios podem ser protagonistas na nova ordem tecnológica global, desde que unam cultura, sustentabilidade e inteligência estratégica.
Evento Mundial no Brasil
No Pará, a palestra de Janssen – um dos maiores congressos globais de inovação e tecnologia – foi o ponto alto do evento. ponto alto a palestra de Robert. Com atuação internacional e articulação junto a 85 países, o especialista apresentou uma visão estratégica sobre o papel da Amazônia na nova geoeconomia da tecnologia, defendendo que Belém pode se consolidar como um centro mundial de inovação com foco em sustentabilidade, bioeconomia e meio ambiente.
Janssen explicou que a proposta é trazer para Belém (PA), como vice-presidente da organização responsável pelo World Innovation and Technology Congress (WCIT), uma edição do evento, um dos maiores congressos globais de inovação e tecnologia, com ênfase especial na economia sustentável e na proteção ambiental, posicionando a cidade sob um “holofote mundial” da inovação.
O evento, que roda o mundo há 48 anos e esteve no Brasil apenas uma vez, em 2016, poderá reunir entre cinco e oito mil participantes diretamente ligados ao congresso, além de milhares de visitantes brasileiros e estrangeiros. A programação prevista inclui quatro dias de atividades — três dias de congresso temático e um dia dedicado a visitas técnicas a iniciativas locais. Segundo Janssen, a ideia é construir um processo gradual, com eventos preparatórios ao longo do ano, culminando em uma grande mobilização internacional.
















