As restrições à publicidade de plataformas de apostas em espaços públicos avançaram no país. Após as medidas adotadas pelo Rio de Janeiro, a cidade de Belo Horizonte segue com uma decisão semelhante e restringe a divulgação de bets em áreas administradas ou reguladas pelo município. Para as especialistas da Olho na BET, o movimento amplia o debate sobre os limites da comunicação comercial do setor e deve vir acompanhado de informação ao consumidor.
Na capital fluminense, a prefeitura proibiu a exibição de publicidade de plataformas de apostas em vias públicas. A vedação abrange mídias externas, mobiliário urbano e espaços cuja exploração depende de autorização, licença, permissão ou concessão municipal. Em Belo Horizonte, a medida alcança imóveis e equipamentos públicos, eventos promovidos pelo município e anúncios localizados em um raio de 100 metros de escolas, museus e instalações destinadas a crianças, adolescentes e jovens. As decisões indicam que o debate iniciado no Rio começa a ganhar escala em outras capitais.
A redução da exposição de menores de idade e de outros públicos vulneráveis está entre as principais justificativas apresentadas para as restrições. Para as cofundadoras da Olho na BET, as medidas podem contribuir para diminuir o estímulo indiscriminado às apostas, mas precisam ser acompanhadas por políticas de educação financeira e por uma fiscalização capaz de diferenciar as operadoras autorizadas das plataformas clandestinas, que atuam sem as exigências de proteção previstas no mercado regulado.
“Retirar anúncios das ruas não resolve, isoladamente, os riscos associados à atividade. O consumidor também precisa ter acesso a informações claras para reconhecer uma plataforma autorizada, compreender as regras de uso e identificar os mecanismos de proteção disponíveis no mercado regulado”, afirma Ana Lacativa, CEO e cofundadora da Olho na BET.
Segundo análise da Ernst & Young LLP (EY), operadoras podem utilizar análise de dados e algoritmos de inteligência artificial para identificar padrões potencialmente prejudiciais. Entre os fatores observados estão valores depositados e retirados, média e frequência das apostas, tempo de permanência na plataforma, velocidade das operações e mudanças em relação ao comportamento habitual. A consultoria destaca que o acompanhamento desses indicadores pode permitir intervenções preventivas antes do agravamento dos riscos.
“A mudança exige que o mercado substitua o excesso de estímulos por informações verificáveis sobre licenciamento, regras de saque, condições de bônus, limites financeiros e ferramentas de jogo responsável. A confiança do consumidor dependerá cada vez mais da capacidade das empresas de demonstrar conduta responsável”, afirma Dyene Galantini, cofundadora e CMO da Olho na BET.
O avanço das medidas do Rio de Janeiro para Belo Horizonte indica que outras cidades poderão rever contratos, concessões e regras de publicidade em áreas sensíveis. A efetividade desse movimento dependerá da combinação entre proteção de menores, fiscalização das plataformas ilegais, acesso a informações independentes e instrumentos que ajudem o consumidor a reconhecer empresas autorizadas e tomar decisões mais conscientes.
Nesse cenário, ganha relevância a atuação da Olho na BET, plataforma independente criada por especialistas em compliance, proteção de dados e análise regulatória. A empresa trabalha exclusivamente com operadoras autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA) e oferece recursos de comparação, auditoria e avaliação das casas disponíveis no mercado regulado. Também disponibiliza ferramentas de educação financeira e jogo responsável, como calculadoras de gestão de banca, simuladores de risco e sistemas de autoavaliação de comportamento.

















