O investimento em publicidade digital no Brasil chegou a R$ 42,7 bilhões em 2025, alta de 12,7% em relação ao ano anterior, segundo o estudo Digital Adspend 2026, do IAB Brasil em parceria com o IBOPE. Nesse cenário, a publicitária Simone Bispo, CEO da Bishop Creators, defende que o marketing de influência precisa ir além de seguidores e taxas de engajamento para construir autoridade e conexão com a audiência.
“Se a campanha for pensada apenas em função do número de seguidores, já nasce condenada ao fracasso. Influência é sobre impacto e movimento”, afirma a executiva. A própria trajetória de Simone ilustra essa perspectiva: ela foi contratada por duas gigantes farmacêuticas para uma campanha de conscientização sobre dermatite atópica quando tinha apenas 5 mil seguidores no Instagram, graças à sua relevância e ao conhecimento sobre o tema.
Com uma vasta experiência no mercado publicitário e passagens por agências como VMLY&R, Publicis, BETC Havas e Jotacom, Simone criou a Bishop Creators após atuar na gestão de crise da influenciadora Maju Santos, que sofreu comentários preconceituosos durante uma ação com uma grande marca de cosméticos. Hoje, a Bishop Creators reúne mais de 10 criadores de conteúdo e já gerenciou campanhas para empresas como Adobe, Itaú, Mercado Pago, Omoda, Sebrae, Forever Liss, Popeyes e La Roche-Posay, além de apoiar outras agências de publicidade na estratégia, gestão de campanhas e curadoria de influenciadores.
Marketing de Influência em 2027
A publicitária defende que a atuação de marketing de influência deve ser baseada em responsabilidade, com atenção à diversidade dos criadores e à qualidade dos conteúdos. “Nossa estratégia é baseada em ajudá-los a criar conteúdo de impacto e não apenas ‘criar apenas para postar’, viver de trends e nem estimular o consumo desenfreado”, explica.
Entre as transformações do setor, Simone destaca a ampliação das plataformas, a democratização dos conteúdos, a atuação do CONAR e a evolução do marketing de afiliados. Ela também avalia que o UGC Creator (User-Generated Content) perderá força nos próximos dois ou três anos e defende a valorização de conteúdos genuinamente produzidos a partir de experiências reais dos consumidores.











