Arotina silenciosa dos laboratórios brasileiros ganhou um reforço tecnológico de peso. Após um ano de operação, o Núcleo Técnico Operacional (NTO 4.0), resultado da parceria entre o Grupo Sabin e a Roche Diagnóstica, consolidou números expressivos e mostrou como a inovação pode impactar diretamente a vida dos pacientes. Com investimento de R$ 90 milhões, o complexo laboratorial de 12 mil metros quadrados, em Brasília, passou por uma ampla modernização, integrando etapas que vão desde a triagem das amostras até o armazenamento refrigerado final dos exames.
A transformação trouxe para o Brasil a primeira CCM Vertical da Roche na América Latina, uma esteira aérea inteligente que transporta tubos por passarelas transversais, reduzindo o manuseio humano e aumentando a precisão dos processos. Com um sistema de esteiras magnéticas, torres integradas e portões de desvio automatizados, o complexo ampliou em 26% sua capacidade operacional, alcançando a marca de mais de 13 mil exames processados por hora. O projeto exigiu dois anos de planejamento e mobilizou mais de 80 especialistas para desenvolver uma solução personalizada capaz de atender às demandas de uma rede nacional.
Parceria estratégica
Presidente da Roche Diagnóstica no Brasil, Carlos Martins destacou que o modelo representa um avanço importante para todo o setor de saúde. “Para nós, essa parceria é muito importante. O Sabin é um dos principais players de saúde do Brasil. Não só do ponto de vista da presença, mas também da marca que se diferencia em termos laboratoriais e impactos dos pacientes, se diferencia pela representividade feminina que tem, pela diversidade e responsabilidade social. Nós, da Roche, também temos essa preocupação”, afirmou. O executivo acrescentou que a ampliação de iniciativas semelhantes poderia trazer benefícios ainda maiores ao sistema de saúde brasileiro. “Se a gente vir os exemplos dos países mais desenvolvidos do mundo que têm uma qualidade de saúde, principalmente os países europeus, tem sempre parcerias público-privadas”, ressaltou.
Para a CEO do Grupo Sabin, Lídia Abdalla, os resultados alcançados refletem uma estratégia focada em eficiência, qualidade analítica e sustentabilidade. Segundo ela, a redução no tempo de liberação dos exames fortalece a confiança da comunidade médica e amplia o valor entregue aos clientes. Abdalla destacou ainda a dimensão da operação da empresa, atualmente considerada a terceira maior do setor de medicina diagnóstica no país. “A gente tem atuação em 15 estados, 14 estados mais o Distrito Federal, 366 unidades de atendimento ao cliente, uma capilaridade grande, levando acesso à medicina diagnóstica de qualidade para várias regiões do Brasil. Nós temos aqui em Brasília nosso núcleo técnico operacional central, principal, que realiza os exames de todo o Distrito Federal, mas também os exames especializados, moleculares e de alta complexidade. Então a gente tem um NTO aqui robusto, que não só atende os pacientes de Brasília, mas também dá suporte para todas as nossas operações do país”, concluiu.














