O Rio de Janeiro se prepara para receber, de 11 a 13 de novembro, a edição 2026 da Fisweek, um dos maiores eventos de inovação, empreendedorismo e tendências da saúde da América Latina. Acontecendo pela primeira vez na Marina da Glória, o evento tem a expectativa de reunir cerca de 15 mil pessoas, 220 startups, além de 750 palestrantes durante seus três dias.
Na edição desse ano, soluções de impacto socioambiental terão destaque. Startups de todo o mundo apresentarão suas tecnologias e inovações para os desafios mais urgentes do planeta, como a mudança climática, a escassez de recursos e a chegada do El Niño.
A T&D Sustentável, greentech de inteligência hídrica, que acumula mais de 2 bilhões de litros de água economizados, marca presença. Em seu stand ela apresenta seu sistema com foco em desperdício de água chamado SEA (Sistema de Economia de Água), um pacote completo de serviços integrados que otimiza o consumo de água, monitorando padrões de consumo, detectando anomalias e realizando previsões sobre falhas potenciais. O grande diferencial é que tudo é feito sem necessidade de investimento por parte dos clientes, de forma segura e sem obras. O contrato prevê remuneração baseada em parte da economia gerada (success fee) ou mensalidade fixa.
Além disso, Felipe Mendes, sócio da empresa, integra o painel “”Implementando a Governança da sua Startup”, no dia 13/11, às 10h30, com foco em gestão e liderança.
Gestão hídrica ganha papel central na eficiência do setor de saúde
O setor de saúde enfrenta um desafio cada vez mais complexo: ampliar o acesso e a qualidade assistencial enquanto enfrenta aumento de custos operacionais, pressão regulatória e margens historicamente restritas. Nesse contexto, hospitais e grandes redes de saúde passam a olhar com mais atenção para variáveis operacionais que, por muitos anos, ficaram à margem da gestão estratégica.
Nesse cenário, a água começa a ocupar na gestão hospitalar um papel semelhante ao que a energia elétrica assumiu nos últimos anos: um recurso essencial que precisa ser gerenciado com rigor técnico, dados confiáveis e governança.
Segundo dados do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, o país perde 40,31% da água tratada na distribuição, reflexo de ineficiências estruturais que também se reproduzem dentro de grandes operações privadas. Hospitais estão entre as operações mais intensivas em uso de água da economia. Processos essenciais como esterilização de materiais, lavanderia hospitalar, climatização, centros cirúrgicos, hemodiálise, hotelaria, cozinhas e higienização contínua exigem volumes elevados diariamente. Ainda assim, em muitas instituições, o consumo hídrico segue tratado como custo fixo, sem monitoramento setorizado, metas de eficiência ou indicadores de desempenho.
A adoção de tecnologias de monitoramento contínuo, análise de consumo e detecção de anomalias permite identificar vazamentos ocultos, falhas operacionais e usos inadequados em tempo real, reduzindo desperdícios sem interferir nos protocolos assistenciais. Para redes com múltiplas unidades, essa abordagem passa a ser estratégica, especialmente em um cenário de expansão e padronização de qualidade.
A T&D Sustentável, por exemplo, registra no segmento da saúde uma média de economia de 1,36 bilhão de litros no consumo de água, cerca de 68% do total, atuando junto a algumas das maiores redes de saúde do país, como Rede D’Or, Unimed e a Dasa, que marcam presença no evento. Em um ambiente onde eficiência operacional e segurança assistencial caminham juntas, a gestão inteligente de recursos se consolida como parte fundamental da sustentabilidade do sistema de saúde.














