A recente troca de provocações entre as gigantes do fast food McDonald’s e Burger King voltou a movimentar as redes sociais e o debate entre profissionais de marketing. A disputa ganhou novos capítulos após o Burger King aproveitar um vídeo viral do CEO do McDonald’s experimentando um sanduíche para publicar uma resposta bem-humorada e provocativa, reforçando a histórica rivalidade entre as duas marcas.
A ofensiva continuou com outra ação criativa: a rede lançou um abaixo-assinado simbólico pedindo que o McDonald’s abrisse uma loja no Acre, estado que ainda não possui unidades da marca. A iniciativa gerou grande repercussão nas redes e reacendeu discussões sobre a rivalidade entre as duas empresas.
Para Daiana Ribeiro, especialista em marketing e branding e CEO da Increase 360, o episódio é um exemplo clássico de estratégia conhecida como marketing de embate, quando marcas utilizam a concorrência direta para gerar engajamento e visibilidade.
“Esse é um caso clássico de marketing de embate. O Burger King mostrou coragem e ousadia ao chamar seu principal concorrente para o debate público. Esse tipo de movimento chama a atenção do consumidor, gera conversa nas redes e amplia o alcance da marca sem depender apenas de publicidade tradicional”, afirma.
“Vejo este movimento como uma quebra de tabu. Provocar uma concorrente já foi muito mais comum, mas criou-se uma falsa verdade como se fosse proibido”, completou.
Segundo Daiana, além da provocação estratégica ao concorrente, a campanha também trouxe outro elemento relevante: o destaque dado a um estado frequentemente pouco citado nas grandes campanhas nacionais.
“Ao mencionar o Acre, a campanha também toca em um ponto interessante da comunicação: dar visibilidade a um estado que muitas vezes fica fora das grandes ações de marketing nacional. Isso ajuda a gerar identificação e amplia a repercussão da campanha”, explica.
A especialista também ressalta que, por trás de ações que parecem espontâneas nas redes sociais, existe uma estrutura estratégica que envolve diferentes áreas da empresa.
“Para que uma ação como essa funcione, o marketing precisa estar muito alinhado com todas as áreas da empresa. Comunicação, liderança, operação e posicionamento de marca precisam caminhar juntos. Quando há essa integração, a marca consegue reagir rapidamente a oportunidades e transformar situações virais em vantagem competitiva”, conclui.
















