Com oito anos de atividade, a Sociedade Brasileira de Inovação (SBI) é uma organização dedicada a capacitar e fomentar a inovação no Brasil, e através do seu movimento no ecossistema tecnológico, desenvolveu duas ferramentas próprias para suprir a deficiência das empresas na estratégia em como aplicar a IA de forma efetiva. A iniciativa tem projeção de alcançar 5 mil empresas e receita de cerca de R$25 milhões nos dois primeiros anos de operação.
O questionamento hoje em dia no universo corporativo é como transformar a aplicação da inteligência artificial em retorno financeiro na mesma velocidade. O ponto central é que as ferramentas já estão presentes, porém as propostas continuam concentradas em testes isolados, ganhos individuais de produtividade ou projetos que não chegam a modificar processos, produtos e modelos de negócio, como afirma a CEO e Cofundadora da SBI, Helena Levorato:
“As empresas estão sendo pressionadas a inovar e incorporar IA, mas muitas começam pela ferramenta antes de entender o problema que desejam resolver, e quando não existe um diagnóstico, é comum investir em tecnologia, treinamentos e projetos que não conversam entre si e depois atribuir à própria IA a falta de resultado”, afirma Helena.
Já para o CIO e Cofundador da SBI, Stefano Levorato, um dos riscos é limitar a IA a otimização do que a organização já faz, como relata: “A maioria das empresas começa usando IA para reduzir tempo, custo ou esforço em processos existentes, mas a vantagem competitiva aparece quando é possível usar a tecnologia para redesenhar produtos, criar novas fontes de receita e atender mercados que antes não eram viáveis”, destaca Stefano.
Esse contraste entre adoção e aplicação e o conflito enfrentado pela espinha dorsal das organizações em suas estruturas, foram as lacunas observadas de perto pela SBI que culminaram no desenvolvimento da Avaliação de Maturidade de Inovação e o IA Sigma, diagnóstico voltado à maturidade empresarial no uso da inteligência artificial.
Funcionalidade das soluções: Avaliação de Maturidade de Inovação e IA Sigma
A Avaliação de Maturidade de Inovação consolida práticas identificadas entre 100 das empresas mais inovadoras do mundo, como Apple, Amazon e Microsoft, e as relaciona a estudos e fundamentos desenvolvidos por instituições como Harvard e MIT. A partir dessa base que a SBI estruturou sua metodologia própria para analisar dimensões como estratégia, liderança, cultura, processos, pessoas, recursos, relacionamento com o ecossistema e capacidade de transformar ideias em resultados.
O IA Sigma amplia essa análise ao investigar se a IA está integrada à estratégia da organização ou se permanece restrita a iniciativas isoladas. A ferramenta avalia aspectos como liderança, governança, capacitação, segurança, dados, processos, aplicação nos negócios e resultados.
Na prática, as soluções conseguem detectar em qual estágio da inovação as empresas se encontram e assim serem efetivas quanto ao direcionamento para cada uma delas. A análise é individual e personalizada dentro da dinâmica e nível de cada empresa, como explica a executiva:
“Medir maturidade significa entender se a empresa possui as condições necessárias para sustentar a inovação. Não basta ter boas ideias, ferramentas sofisticadas ou um laboratório interno se a liderança não prioriza e a organização não consegue transformar aprendizado em decisão estratégica”, esclarece Helena Levorato.
A combinação desses dois recursos permite observar o ponto crítico das empresas com baixa maturidade de inovação, devido sua maior dificuldade em escalar a IA por não possuírem cultura de experimentação, critérios de priorização e outros enfoques primordiais, como analisa o especialista:
“A IA pode acelerar uma empresa bem estruturada, mas também pode acelerar a sensação de confusão, o retrabalho e as decisões ruins quando é inserida em um ambiente sem direção. Por isso que a inovação e a IA precisam ser avaliadas juntas como partes da mesma capacidade estratégica”, diz Stefano Levorato.
Impacto e projeção no ecossistema brasileiro
Ao atuar ativamente no seu compromisso com a inovação, a SBI pretende ampliar o debate sobre os caminhos necessários para fortalecer a competitividade das empresas brasileiras e contribuir para uma estrutura mais sólida dentro dessa esfera, com a proposta de transformar conhecimento em referência, estimular decisões e investimentos mais assertivos, além de iniciativas capazes de gerar impacto real para as empresas, indústrias e economia.
Através dessa proposta, a Sociedade Brasileira de Inovação ocupa o espaço de uma plataforma de gestão da inovação e de inteligência estratégica capaz de mostrar onde as empresas estão na fase atual, quais obstáculos precisam superar e como transformar inovação e IA em capacidade competitiva real.
Em sua trajetória até hoje, a SBI construiu um ecossistema com mais de 70 mil conexões formados por empresas, startups, hubs de inovação, instituições de ensino, organizações públicas, lideranças e profissionais ligados ao desenvolvimento de novos negócios. Essa rede é um dos principais canais de acesso às empresas e pilar central quanto aos desafios sobre inovação e IA no mercado brasileiro.
Sociedade Brasileira de Inovação (SBI)
A SBI é uma organização dedicada a capacitar e fomentar a inovação no Brasil por meio de eventos, comunidades, publicações, cursos, certificações, publicações e outras iniciativas de capacitação. Com mais de 70 mil conexões no ecossistema de inovação hoje no Brasil, a SBI atua na interseção entre empresas, hubs de inovação, parques tecnológicos, instituições de fomento, startups e profissionais, contribuindo para a construção de um ambiente de negócios mais inovador, competitivo, criativo e preparado para o futuro.















