A inadimplência entre médias, pequenas e microempresas no País em março deste ano chegou a 6%, segundo relatório do Banco Central (BC), um número muito preocupante, que demonstra o crescente endividamento das firmas de menor porte no Brasil.
A taxa é a maior desde fevereiro de 2018, de acordo com o BC. Por outro lado, nos saldos de maior risco das empresas menores o percentual chega a 9,8%, a maior desde que o acompanhamento começou, no primeiro mês do ano passado.
Por modalidade
Os atrasos em cheque especial – recurso muito utilizado pelas pessoas jurídicas de menor porte – ficaram acima de 20%, depois de dois meses de redução. A análise da inadimplência das menores empresas por modalidade também demonstram um quadro de contínuo endividamento.
Em relação às linhas de capital de giro no teto rotativo, a inadimplência alcançou 8,6%. Trata-se da maior alta desde outubro do ano passado. Na ocasião os atrasos na opção cartão de crédito tinham caído para uma taxa de 7,5%, interrompendo dois meses de alta.
Volume
O saldo do crédito para pessoas jurídicas no sistema financeiro brasileiro chegou a um volume de R% 2,692 trilhões em março deste ano. Deste total, nada menos que R% 1,2 trilhão destinados a firmas com receita bruta anual não superior a R$ 300 milhões, ou ativo total de até R$ 240 milhões.
O Governo Federal estuda algumas opções para ajudar o segmento de médias, pequenas e microempresas a reduzir seu nível de endividamento. Estas empresas respondem por um enorme parcela de postos de trabalho no Brasil.
















