Para o investidor que avalia oportunidades no franchising, a Lifefit, rede de academias, apresenta um argumento comercial que pesa na decisão: a franqueadora destaca como benefício ao franqueado a cobrança de royalties somente depois que a unidade passa a ter lucratividade real.
Em um mercado em que o equilíbrio financeiro da operação é um dos principais pontos de atenção de quem pretende ingressar em uma rede, esse posicionamento surge como um diferencial relevante na composição da proposta da marca. Ao lado desse modelo, a Lifefit combina um plano de expansão acelerado, projeções de crescimento de faturamento e uma operação que busca fortalecer a geração de receita das unidades com novas frentes de serviço.
A rede conta, hoje, com 21 unidades abertas e outras 18 em construção. O plano é chegar a 100 unidades no estado do Rio, até 2030.
Faturamento crescente
Os números de faturamento ajudam a dimensionar o ritmo dessa expansão. Segundo a franqueadora, a rede de academias registrou R$ 29 milhões em 2024, avançou para R$ 40 milhões em 2025 e projeta alcançar R$ 90 milhões em 2026. A projeção pra 2027 é de R$ 150 milhões.
Para quem observa o segmento com foco em escala e capilaridade, os dados indicam uma rede em fase de aceleração, com pipeline de abertura já desenhado e presença concentrada em praças do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que amplia o alcance territorial por diferentes formatos de expansão.
O investimento inicial parte de R$ 3,5 milhões, capital de giro de R$ 100 mil e taxa de franquia de R$ 150 mil. A taxa de royalties, quando passa a ser cobrada, é de 7% e a taxa de publicidade, de 2%. O lucro médio mensal fica em torno de 30%, o prazo de retorno é de 36 meses, contrato com duração de 5 anos e unidades com área de 1 mil m². O faturamento médio mensal tem retorno de até 4% do valor investido por mês, de acordo com a franqueadora.
Novos serviços para performar na ponta
A Lifefit também aposta em novos serviços para sustentar a performance das academias. No início deste ano, a empresa ampliou as modalidades ofertadas ao inserir aulas de pilates coletivo em sua grade. A atividade estreou na unidade do Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, no Rio, em um espaço exclusivo para a aula.
A proposta permite que várias pessoas pratiquem o pilates simultaneamente em sessões com intensidades variadas. A novidade entra como estratégia para atrair novos alunos e aumentar o faturamento na ponta.
O movimento mostra uma lógica de monetização da base e diversificação do portfólio. Ao transformar uma modalidade tradicionalmente associada ao atendimento particular em oferta coletiva, a rede adiciona uma nova frente comercial capaz de ampliar a ocupação de espaço, gerar recorrência e fortalecer a receita da operação.
Na prática, trata-se de uma iniciativa que se conecta à busca por maior eficiência por metro quadrado e por alternativas que ajudem a elevar o resultado da unidade ao longo do mês.
Outra grande ideia da Rede é de lançar uma marca de mercado autônomo Fit to Go, a ser instalado na rede, com mix de produtos voltados ao mercado fitness. Essa iniciativa traz um novo modelo de negócios: o store in store, o conceito de existir um negócio, funcionando dentro de um outro tipo de negócio, o que aumenta ainda mais a possibilidade de aumento de faturamento. A primeira unidade a receber o mini mercado é o Map, na Barra da Tijuca, Rio.
Rede completa 15 anos
Perto de completar 15 anos, a Lifefit foi fundada em 2011 por Amin Ibrahim, então, com 21 anos, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, após decidir empreender no setor fitness.
Com uma primeira unidade de 840 m², ele e a esposa assumiram a gestão da operação. Em 2015, em meio à crise e ao avanço das redes low cost, a empresa passou por reestruturação, remodelou processos, treinamentos e estrutura física, incorporou o CrossTraining e retomou crescimento.
Nos anos seguintes, avançou na expansão, desenvolveu o modelo de franquias, estruturou o Calfit em Jacarepaguá como centro de excelência operacional e, durante a pandemia, manteve a abertura de novas unidades.















