Uma mudança silenciosa na infraestrutura de conectividade começa a ganhar tração global e pode redefinir o papel dos provedores regionais no Brasil. O avanço do Wi-Fi Offload, tecnologia que transfere automaticamente o tráfego das redes móveis para redes Wi-Fi, está criando um novo modelo de negócios no setor, permitindo que ISPs ampliem receitas e até atuem como operadoras virtuais. Dados de mercado indicam que mais de 60% do tráfego global já passa por redes Wi-Fi, enquanto o segmento de offload movimentou cerca de US$ 8 bilhões em 2024 e pode alcançar US$ 40 bilhões até 2034.
O tema será apresentado pela CEO da Mambo WiFi, Katie Pierozzi, durante o Abrint Global Congress 2026, na palestra “Tecnologia Offload promovendo novos negócios por meio de Provedores e redes Descentralizadas”. No palco, a executiva mostra como o avanço do Wi-Fi Offload pode transformar provedores regionais em novos protagonistas da cadeia de telecom, com oportunidades concretas de geração de receita no Brasil.
“A gente está diante de uma mudança estrutural na economia da conectividade. O provedor deixa de ser apenas um distribuidor de internet e passa a participar diretamente da monetização do wi-fi”, afirma Katie Pierozzi, CEO e cofundadora da Mambo WiFi.
Na prática, o conceito resolve um problema comum: o congestionamento das redes móveis em locais com grande concentração de pessoas, como estádios, shoppings e eventos. Com o offload, o tráfego é automaticamente direcionado para redes Wi-Fi compatíveis, de forma transparente para o usuário, garantindo continuidade de conexão e melhor desempenho.
Além do ganho em eficiência para operadoras, o modelo abre novas possibilidades de negócio para provedores regionais, que passam a atuar em duas frentes principais: como operadoras virtuais (MVNOs) ou como deployers, responsáveis pela implantação e gestão de redes Wi-Fi preparadas para offload. Nesse cenário, esses provedores podem ampliar portfólio, aumentar a base de clientes e gerar receita a partir do volume de dados trafegado, inclusive com modelos de compartilhamento de ganhos com estabelecimentos que disponibilizam a infraestrutura.
“O que estamos mostrando para o mercado é que existe uma nova camada de monetização da conectividade. O provedor que entender esse movimento primeiro sai na frente, porque passa a capturar valor não só da conexão fixa, mas também do tráfego móvel”, complementa Pierozzi.
A tecnologia por trás desse modelo utiliza protocolos como o Passpoint (Hotspot 2.0), que permite a conexão automática e segura a redes Wi-Fi confiáveis, sem necessidade de login ou autenticação manual. O reconhecimento do usuário é feito pelo próprio chip do celular, garantindo uma experiência contínua e com padrão de segurança equivalente ao das redes móveis.
Mambo WiFi
A Mambo WiFi é uma empresa brasileira de soluções em conectividade por meio de SaaS, fundada em 2016. Presente em mais de 45 mil pontos de acesso em todo o Brasil e conectando 30 milhões de usuários, oferece projetos personalizados para diversos segmentos, como provedores de internet, varejo, educação, governos e mobilidade. Com espírito inovador e foco em segurança, é aderente ao Marco Civil da Internet e à LGPD, entregando Wi-Fi como uma ferramenta estratégica para negócios e comunidades. A companhia acompanha de perto os principais fóruns globais do setor, incluindo iniciativas ligadas à Wireless Broadband Alliance (WBA), reforçando seu compromisso com padrões internacionais e inovação em conectividade. Site: www.mambowifi.com















