Uma estimativa do banco norte-americano Goldman Sachs destaca que o volume de fusões e aquisições deve atingir cerca de US$ 3,8 trilhões em 2026. Entre os fatores que levam a esta cifra trilionária em moeda americana estão, por exemplo, o aumento da venda do portfólio de empresas por firmas de private equity – tipo de investimento no qual fundos compram participações em companhias de capital fechado – e o inegável impacto da inteligência artificial (IA).
Segundo a instituição americana, os ciclos de aquisições e fusões costumam durar de seis a sete anos. Como estamos no quarto ano, a tendência é que esta fase prossiga, pois não é fácil o ritmo ser interrompido. Mesmo com a incerteza mundial causada por conflitos como os que envolvem Rússia x Ucrânia e EUA e Israel x Irã, deveremos ter mais operações do gênero em todo o planeta.
Pressão
A pressão das empresas para que suas avaliações melhorem no longo prazo – diante do fato da IA, e a necessidade de private equity de negociar empresas de seu portfólio de longa data e dar retorno aos investidores, são fatores que geram otimismo. Isto garantiria o fluxo de negócios para as fusões e aquisições.
Adiamentos
O estudo do banco americano, porém, alerta que alguns líderes de empresas podem adiar alguma decisões de curto prazo sobre aquisições e fusões, por conta das incertezas quanto à economia mundial. A crise energética gerada pelo conflito no Oriente Médio tornaria difícil prever com se desenvolverá a atual onda de volatilidade.]
O pico do mercado de fusões e aquisições ocorreu há cinco anos, Na época as taxas de juros foram reduzidas para algo próximo de zero durante a pandemia de Coronavírus. Por conta desta conjuntura, os compradores se aproveitaram do baixo custo do capital. Por outro lado, a atividade de fusões e aquisições caiu cerca de 40% nos dois anos seguintes.
A recuperação veio em 2024 e 2025, segundo dados da Global Banking & Markets e da Dealogic. Um número menor de negócios está gerando mais valor. Ocorreram quase 1.100 negócios em 2025, 14% a menos que em 2021.
Pico
O mercado de fusões e aquisições atingiu seu pico em 2021, quando as taxas de juros caíram para perto de zero durante a pandemia de Covid-19 e os compradores aproveitaram o baixo custo de capital. A atividade de fusões e aquisições caiu mais de 41% nos dois anos seguintes, antes de se recuperar em 2024 e 2025, de acordo com dados da Dealogic e da Global Banking & Markets.
Um aspecto interessante desse ciclo, segundo ele, é que um número menor de negócios está gerando mais valor. Houve 1.080 negócios em 2025, cerca de 14% a menos que em 2021. Por isso, o valor das transações de M&A no ano passado foi 3,5% maior com relação ao ano anterior, segundo as duas instituições acima citadas.














